Rio de Janeiro, RJ – Nicola Miccione e a sucessão no Palácio Guanabara
Com a provável renúncia do governador Cláudio Castro em abril, para disputar uma das vagas ao Senado, o Estado do Rio de Janeiro se prepara para um processo de eleição indireta na Assembleia Legislativa (Alerj).
A Constituição Estadual prevê que, em até 30 dias após a vacância, os 70 parlamentares escolham quem comandará o Palácio Guanabara até o fim de 2026. Nesse cenário, o nome que vem se consolidando e ganhando força é o do atual secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, apontado pelo próprio Cláudio Castro como seu sucessor preferencial.
O papel de Nicola Miccione na estabilidade do governo
Nicola Miccione não é apenas um aliado fiel de Castro. Sua trajetória na Casa Civil foi marcada por decisões que garantiram governabilidade e previsibilidade administrativa. Entre os exemplos mais concretos estão:
A Coordenação da relação com a Alerj: Miccione foi decisivo na articulação de pautas orçamentárias e na aprovação de projetos importantes, como o plano de recuperação fiscal.
A Gestão de crises: durante momentos de tensão política, com a saída de secretários para disputar eleições, coube a Nicola reorganizar o núcleo do governo e manter a máquina pública funcionando sem sobressaltos.
A Interlocução com investidores: sua atuação junto a grupos empresariais ajudou a preservar a confiança em projetos estratégicos, como concessões de mobilidade urbana e investimentos em infraestrutura.
Esses movimentos consolidaram sua imagem como gestor técnico, com ações políticas habilidosas e capacidade de equilibrar interesses diversos sem comprometer a estabilidade do Estado.
Os riscos de uma ruptura
Caso a sucessão não recaia sobre Miccione, analistas apontam riscos claros, como:
A Descontinuidade administrativa: novos nomes poderiam rever contratos e atrasar projetos já em andamento.
A Incerteza econômica: investidores poderiam adotar postura cautelosa, reduzindo aportes em áreas estratégicas.
A Fragmentação política: a ausência de consenso na Alerj poderia abrir espaço para disputas partidárias, enfraquecendo a governabilidade.
Deputados estaduais, ainda na condição informal, já estariam sintetizando um sentimento majoritário nos bastidores: “Independentemente de partido ou posição na base, todos sabem que uma ruptura abrupta seria desastrosa para a economia e para os investimentos que já estão em curso. Péssimo para todos.”
Convergência política e consenso
Nos bastidores da Alerj, cresce a percepção de que a continuidade é o caminho mais seguro. Correntes diversas, da base governista à oposição moderada, reconhecem que a escolha de Miccione “representaria um pacto de estabilidade”. Castro busca consolidar esse apoio, reforçando que o secretário da Casa Civil é o nome mais preparado para conduzir o governo até dezembro de 2026.
Análise Revista Acontece Interior
“O Rio de Janeiro vive um momento de transição delicado. A provável eleição indireta não será apenas um rito constitucional, mas um teste de maturidade política. A convergência em torno de Nicola Miccione sinaliza que, diante da saída de Cláudio Castro, a prioridade é preservar a estabilidade econômica e institucional do Estado. Mais do que um aliado, Miccione surge como símbolo de continuidade e confiança, atributos essenciais para conduzir o Rio até o final de 2026 sem sobressaltos.”

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