RIO DE JANEIRO, RJ – O Xadrez político fluminense.
A provável renúncia do governador Cláudio Castro, prevista para até o final de março, com vistas ao Senado, inaugura um novo capítulo na política fluminense. Sua decisão, peça central no xadrez eleitoral, reorganiza forças em torno da sucessão imediata no Palácio Guanabara e projeta impactos diretos na corrida ao governo estadual em 2026.
O movimento ocorre em um momento favorável: pesquisas recentes apontam crescimento na aprovação de Castro, reflexo de estabilidade e entregas em áreas estratégicas como economia e segurança. Esse bom desempenho torna sua escolha de sucessor um fator de vantagem para quem receber seu apoio.
Com o afastamento de Bacellar, a sucessão será definida por eleição indireta na Alerj, processo rápido em que os parlamentares escolhem, por maioria, quem comandará o estado até o fim do mandato.
Nicola Miccione: entre os nomes cotados, destaca-se o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, reconhecido como articulador de grandes realizações da gestão Castro, como programas sociais e projetos de infraestrutura. Sua eventual escolha representaria continuidade administrativa, sem ruptura de estilo, exatamente o que a Alerj espera para 2026.
Outro nome ventilado é do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, com base popular na Baixada. Já o secretário Douglas Rua teria sinalizado interesse em disputar o governo apenas nas eleições regulares de outubro.
A renúncia também abre espaço para disputa pela segunda vaga ao Senado e governador em 2026. Nesses cenários, os postulantes a todos esses cargos, precisarão ampliar presença no interior, onde o eleitorado é decisivo. O Sul Fluminense, com 25 cidades como Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Angra dos Reis e Três Rios (1/4 do Estado) exemplifica esse peso regional.
O caminho mais eficaz será pelas mídias regionais — jornais, revistas, rádios e portais digitais — que mantêm sólida interlocução com os moradores. O exemplo de Eduardo Paes, que ganhou visibilidade ao se aproximar dos Veículos de Comunicação do Sul Fluminense, mostra a força dessa estratégia.
Análise: “O cenário político fluminense, marcado pela saída de Cláudio Castro, revela-se dinâmico e imprevisível. Entre a eleição indireta e as articulações para 2026, o Rio se prepara para uma disputa que exigirá dos candidatos não apenas força na capital, mas sobretudo capacidade de dialogar com o interior — onde, cada vez mais, se ajuda a decidir o futuro do estado.”

Comentários: