Rio de Janeiro, RJ – Tande Vieira busca ações da Funasa para cidades fluminenses.
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) iniciou 2026 com uma agenda estratégica voltada à retomada de parcerias com municípios, priorizando o saneamento básico em áreas rurais e comunidades tradicionais. O movimento foi oficializado no evento “Pacto pela Retomada de Parcerias da Funasa”, realizado no dia 21 de janeiro, na sede do CREA-RJ, reunindo gestores públicos, técnicos e representantes institucionais.
Entre os participantes, esteve o prefeito de Resende que também é presidente da Associação Estadual dos Municípios do Rio de Janeiro (AEMERJ), Tande Vieira. Ele destacou que o saneamento rural é um dos maiores gargalos enfrentados pelos municípios do estado.
“A Funasa sempre teve um olhar atento para o saneamento rural e a saúde ambiental. Essa retomada é extremamente positiva, porque saneamento é saúde, e é isso que realmente transforma a vida das pessoas. Por isso estamos buscando esses investimentos”, afirmou Tande.
Segundo a própria Funasa, as prioridades para 2026 incluem: ampliação do acesso ao saneamento em áreas rurais e comunidades tradicionais, fortalecimento da atuação em municípios com baixa cobertura sanitária, retomada da formação técnica de gestores e profissionais da saúde ambiental e investimentos em abastecimento de água, esgotamento sanitário e melhorias habitacionais.
Editais recentes da Funasa preveem repasse de até R$ 3 milhões por projeto, com foco em obras de infraestrutura sanitária e combate a doenças negligenciadas como a Doença de Chagas.
Experiência de Resende como modelo:
Tande Vieira relembrou a experiência vivida entre 2017 e 2022, quando esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde de Resende. Em parceria com a Funasa, o município implementou ações de educação em saúde e combate à dengue, após enfrentar uma epidemia severa em 2015 e 2016.
“Foi por meio desse trabalho conjunto, com apoio técnico da Funasa, que conseguimos mudar essa realidade em Resende. Foi uma luta dura, porem com resultados positivos no final, e isso se deu com parcerias com a Funasa”, explicou Tande Vieira.
Apesar do avanço, o cenário ainda é desafiador. Segundo dados do IBGE, mais de 30% da população rural brasileira não tem acesso a esgotamento sanitário adequado. No estado do Rio, municípios do interior enfrentam dificuldades para manter projetos sustentáveis sem apoio técnico e financeiro contínuo.
“A nossa expectativa é que, com a nova diretriz da Funasa, os municípios tenham acesso facilitado a recursos e capacitação, permitindo que projetos saiam do papel e impactem diretamente a saúde pública.”, finalizou o prefeito de Resende, Tande.

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