Volta Redonda, RJ por Redação Acontece Interior digital
O movimento, que já era antecipado nos bastidores, coloca o parlamentar em uma posição de vulnerabilidade, uma vez que a migração para uma sigla com alta rejeição em muitos segmentos da sociedade no Sul Fluminense, é vista por analistas como uma manobra de alto risco que pode resultar na perda definitiva de seu mandato por infidelidade partidária.
Em nota oficial enviada à imprensa, o PSB de Volta Redonda foi pragmático ao defender que o mandato pertence à legenda e deve respeitar a vontade dos mais de 11 mil eleitores que confiaram seus votos à sigla em 2024.
"O dever do partido é garantir aos eleitores o mandato de dois parlamentares da legenda, conforme a vontade expressa nas urnas. O entendimento consolidado da Justiça Eleitoral é de que o mandato eletivo pertence aos partidos políticos", afirmou a cúpula municipal.
Do outro lado, Raone Ferreira tenta construir uma narrativa de defesa baseada em alinhamento ideológico, mas o cenário político e jurídico é amplamente desfavorável. Especialistas apontam que o parlamentar optou por um caminho de isolamento ao se filiar a uma legenda que, além da rejeição histórica, padece de uma crônica falta de representatividade atuante, em todo o interior do estado do Rio de Janeiro.
Em suas manifestações, o vereador sustenta que sua atuação deve seguir uma coerência programática. Ao seu estilo, Raone se defendeu atacando:
"O mandato é um instrumento de luta social que deve estar alinhado com o projeto que melhor representa os interesses da população neste momento. Eu não fiz nada sem anuência da direção nacional do partido e o PSB de Volta Redonda está em total desorganização institucional". Disse.
O desgaste se torna ainda maior ao considerar que Raone deixa uma base estável, que conta com nomes estabelecidos como o deputado Jari Oliveira, uma vereadora e o legado de Paulo Baltazar, para se abrigar em um partido que hoje está em baixa e luta para respirar fora da capital.
Análise e riscos políticos: A ofensiva do PSB sinaliza que a legenda não aceitará passivamente a perda de sua representatividade institucional em um dos principais colégios eleitorais do estado. Para Raone, o preço da mudança para o PT pode ser o isolamento político e o fim precoce de sua atual passagem pela Câmara Municipal. Enquanto o parlamentar mobiliza sua defesa jurídica, os bastidores da política local, observa atentamente o desdobramento da ação. Se a Justiça Eleitoral seguir o rito da fidelidade partidária, a "revoada" do parlamentar poderá ser lembrada como um grande equívoco estratégico, ao aceitar as investidas de uma oura sigla, nesse momento, em xeque de popularidade. O portal Acontece Interior segue acompanhando o caso, que agora aguarda as primeiras decisões da justiça eleitoral.

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