Volta Redonda, RJ - informe
O número é redondo, histórico e bilionário. Trata-se do concurso 3.000. Mas, nas filas das lotéricas de Volta Redonda ou nas telas de LED dos smartphones, os R$ 100 milhões da Mega-Sena deste sábado, dia 25 de abril, ganharam novos significados.
A Acontece Interior ouviu quem foi registrar sua tradicional fezinha e descobriu que, embora os métodos de aposta sejam diferentes, a moeda de troca é a mesma e envolve a emoção.
No balcão, na Vila Santa Cecília, Dona Mercedes, de 78 anos, moradora do bairro Conforto, segura sua caneta como se fosse um amuleto.
Perguntada, ela explicou sobre o prêmio, que teria um destino inusitado: o relógio.
“ Haa.. se eu ganhar eu gastaria tudo para comprar tempo. Tempo para tanta coisa, mas principalmente para ver meus netos crescerem sem pressa.”
Bem perto dela, o simpático aposentado Sr. Wilson, de 82 anos, busca no bilhete uma passagem de volta ao seu passado. E chora…
“Se ganhasse 100 milhões, eu queria comprar pelo menos um dia no meu passado, só para almoçar com meus pais de novo. Até hoje eu tenho saudade deles.”
O Click do presente digital:
No mundo digital, a rapidez do aplicativo contrasta com a imensidão dos desejos. O jovem Tiago, de 21 anos, já fazendo odontologia em Volta Redonda, não quer saber de imóveis ou investimentos conservadores ou aplicáveis em criptomoedas. Ele olha para o céu e diz sem qualquer limitação:
“Rapaz… vou ser dentista bem distante. Quero um bilhete para a Lua, pra ver a Terra de longe e quem sabe abrir um consultório lá.. Acho que com 100 milhões dá né?”
Vai dizer que não dá? Pergunta ao Elon Musk!! Rs
Mariana, uma designer de 25 anos, que adora a profissão, detesta os prazos a serem cumpridos. Ela fez apostas pelo celular enquanto caminha pela Vila. Para ela, os 100 milhões significam silêncio e liberdade.
“Eu quero comprar o direito de não ter despertador e viver só da minha arte. Apenas isso.”
Onde os mundos se cruzam: Seja na caneta que marca o papel ou no click do aplicativo da www.caixa.com.br/bio o concurso 3.000 prova que o brasileiro não joga só pelo dinheiro, mas também pela chance de subverter a lógica. Enquanto a matemática diz que a chance é uma em 50 milhões, o coração de quem aposta, do jovem ao idoso, insiste que a esperança é 100%.
As apostas terminam hoje, às 19h e eu já fiz as minhas pelo celular. E você, vai comprar tempo, espaço ou apenas um novo recomeço?

Comentários: