Volta Redonda, RJ -
"...precisamos defender com todas as forças a cadeia produtiva do interior para não perdermos competitividade e empregos..."
O vereador Haroldo Filho, anunciou neste sábado dia 4 de abril, sua pré-candidatura a deputado federal. A pré-candidatura se dá por meio do Podemos, partido que se filiou recentemente, após deixar o PL.
O anúncio ocorreu na sede do partido no Rio de Janeiro, ao lado do secretário-geral da sigla, Marcos Dias, e do presidente estadual, Felipe Pereira.
Haroldo Filho, que foi o quinto vereador mais votado na eleição em 2024 em Valença, tem se destacado nos últimos anos, frente à presidência da Aproaço (Associação dos Processadores de Aço do Estado do Rio de Janeiro).
Ele é um dos principais defensores de pautas que estimulem a competitividade industrial e geração de empregos. No fim de março, Haroldo deixou o cargo que ocupou nos últimos 10 meses de Secretário de Desenvolvimento Econômico de Valença.
A decisão foi se colocar à disposição do partido como pré-candidato a uma das vagas no Congresso Nacional.
"Não foi uma decisão fácil, mas recebi essa missão pensando em um propósito maior. Muitas pautas que debatemos com os representantes da indústria do aço esbarram na burocracia e no chamado 'Custo Brasil' que atrasam investimentos e tem provocado cortes nos empregos, e até mesmo empresas que já fecharam as portas neste primeiro trimestre. Durante meu mandato como vereador e secretário de Desenvolvimento Econômico de Valença, fui identificando que setores diferentes, como o agronegócio, que é muito forte na região, encontram gargalos parecidos que impedem um melhor desempenho industrial. Nosso objetivo hoje é conversar com os setores e aprofundar nas demandas que possam tornar o Sul Fluminense uma região mais forte e empregadora", destacou Haroldo Filho.
De acordo com o pré-candidato, alguns temas importantes já estão no centro deste debate.
A entrada do aço chinês no Brasil, por exemplo, tem impactado diretamente a indústria metal-mecânica Fluminense.
Da mesma forma, o aumento da importação de leite em pó afeta duramente os produtores rurais em uma região forte e tradicional na produção leiteira.
"Não dá para aceitar concorrência desleal com quem trabalha aqui, gera renda e sustenta a economia local. Nosso compromisso é claro: defender nossa capacidade produtiva, fortalecer quem produz e garantir mais oportunidades para jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade. Já realizamos um trabalho contra o antidumping do aço via Aproaço no governo do estado, na Alerj, e através de instituições nacionais. Mas hoje, o poder de decisão destas pautas está em Brasília, e milhares de empregos no Sul Fluminense estão em risco pela falta de uma voz ativa no congresso", finalizou.

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