Volta Redonda (RJ)
Uma imensa torre metálica, com mais de 30 metros de altura e provavelmente destinada a telecomunicações, foi erguida em apenas três dias na Rua Martins Fontes, bairro Jardim Amália, em Volta Redonda, sem qualquer identificação obrigatória de obra.
O “monstro metálico” surgiu em meio a residências, pequenos prédios e ao lado da Escola Municipal Miguel Couto, provocando revolta e preocupação entre moradores.
A montagem ocorreu entre sábado, domingo e feriado, justamente quando órgãos como Prefeitura, CREA, IPPU e Ministério do Trabalho estavam fechados.
“Muito estranho isso tudo. Trabalharam sábado e domingo inteiro. Acho que fizeram isso já sabendo que não ia ter fiscalização”, disse um morador próximo ao local.
A altura da torre equivale a um prédio de aproximadamente 10 andares, ampliando o impacto visual e o medo da população.
“Aqui é tipo um vale, onde com frequência ventos fortes derrubam árvores e arrancam telhas. Quem está fiscalizando isso para garantir que está tudo certo e seguro?”, questiona a vendedora Cleusa, que passa diariamente pela região para levar e buscar a filha na escola.
Nossa equipe esteve no local e constatou que não há placa informativa, indicação de alvará, identificação de engenheiro responsável, nem referência à empresa executora ou registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.
Os trabalhadores também não utilizavam uniformes ou qualquer identificação visual que permitisse reconhecer a empresa responsável.
A ausência desses dados básicos reforça as dúvidas sobre a legalidade da obra.
“Isso apareceu de um dia para o outro. A gente não sabe quem fez, se pode fazer, ninguém explica nada. Dá medo”, relata Dona Maria Aparecida de Moura, moradora há mais de 40 anos da região.
Além da falta de transparência, o cenário no entorno agrava a situação. Ferragens e materiais ocupam a calçada, obrigando pedestres a desviar pela rua , justamente em um ponto de intenso movimento de veículos.
A Rua Martins Fontes é estreita e concentra grande fluxo, principalmente de vans escolares que param para embarque e desembarque de crianças na escola vizinha.
A torre foi instalada em um terreno pequeno, praticamente colada à rua e muito próxima das residências, o que reforça os questionamentos sobre critérios técnicos e urbanísticos adotados.
Trabalhadores em risco
Outro ponto que chama atenção é a execução da obra. Em alguns momentos, trabalhadores atuaram em altura sem equipamentos adequados de proteção, enquanto o entorno permanecia sem isolamento. A cena sugere falhas no cumprimento de normas de segurança e fiscalização trabalhista.
Análise Acontece Interior: “Diante do conjunto de fatores ( ausência de identificação, ocupação da calçada, proximidade com escola e falta de informações), moradores cobram respostas urgentes sobre quem autorizou a obra e se todas as exigências legais estão sendo cumpridas. Ainda que estivesse tudo ok, a empresa deveria no mínimo, ter se comunicado com os moradores, antes do início da obras”.

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