Editorial Revista e Portal AÍ:
“Neste domingo, dia 14 de setembro, passageiros da empresa Cometa, que faz a linha São Paulo a Juiz de Fora, passando por Volta Redonda, Três Rios e outras cidades, ficaram mais de seis horas, parados na Rodovia Lúcio Meira (BR-393), na altura de Barra do Pirai (entre 13h40 e 20h). Nos dois sentidos. Entre esses passageiros, uma grávida de seis meses que não se sentida bem.
Eles não foram os únicos. Certamente, milhares de outros passageiros e motoristas, também enfrentaram esse desconforto, cansaço e stress durante o congestionamento em uma região que não há sequer, sinal de telefonia celular. Sem alimentação, sem água. Não havia como se comunicar.
O motivo, foram as consequências de um acidente com um caminhão de gados de corte, que teria caído em um buraco na pista, perdeu o controle e tombou, causando o atraso no destombamento do veículo. Lamentavelmente, o motorista do caminhão, de 59 anos, morreu na hora e animais ficaram agonizando no asfalto. Cenas chocantes.
Há muitos buracos no asfalto, alguns verdadeiras crateras, em todo o trecho e, com a falta de manutenção, esses buracos vem aumentado assim com aumentam os riscos de quem circula pela Lúcio Meira.
Tanto os passageiros e motoristas no congestionamento, quanto as empresas que circulam pela rodovia, pagam altíssimos impostos. Todos têm direito ao mínimo de atendimento público, neste caso, do Governo Federal e seus órgãos, como o DNIT.
Mas o que há nessa região da BR-393 (entre Volta Redonda e Três Rios) é um total abandono. Não há qualquer tipo de assistência pública quanto a médicos ou atendimentos mecânicos.
Falhas Federais: Ocorre que já vai completar 04 meses, que o Governo Federal, por meio do DNIT, afastou a concessionária K-Infra da administração da Rodovia Lúcio Meira. Foi declarada a caducidade do contrato (cancelamento do contrato), onde se alegou prestação de serviço abaixo do previsto na concessão. Até então, tudo certo ! Foi uma decisão judicial e unilateral do DNIT.
Mas é aí também, que começam a burocracia e a demora na licitação de uma outra empresa, para que os usuários da Rodovia, possam ter novamente socorro médico e mecânico, serviço de Guinchos com agilidade, monitoramento e principalmente manutenção das pistas, ou o mínimo, uma operação eficiente tapa-buracos. Já vai para quatro meses e ainda não há solução por parte do governo federal. O DNIT não assume a responsabilidade desses atendimentos, alegando “que não faz parte do escopo dos serviços prestados pelo Departamento.”
De quem é então essa responsabilidade ?? Onde estão os líderes e representantes do Governo Federal, que em outros momentos oportunos, se fazem presentes no interior Fluminense ?
Falhas na Comunicação: Não há sequer, uma comunicação clara com os usuários da rodovia Lúcio Meira, das perspectivas de melhoras nesse quadro. Não há informação por esses lados, que deveria ser coordenada e realizada pela Secretaria de Comunicação (SecomGF) do Governo Federal. Cabe até a sugestão para que o Ministro venha conhecer esse importante trecho do Brasil que liga o Rio de Janeiro a outros importantes Estados brasileiros.
PRF (Polícia Rodoviária Federal): O único órgão federal presente, que merece referência, são os Polícias Rodoviários Federais. Eles se desdobram para amenizar essas deficiências, deixadas pela burocracia e a demora na solução por parte de quem deveria resolver.
A PRF, inclusive, estaria enfrentando redução em suas verbas de manutenção nos últimos anos, o que dificulta ainda mais, por exemplo, a contratação de Guinchos privados nesses casos, onde a agilidade é fundamental.
São ocorrências, onde os serviços de socorro médico, mecânico, de manutenção do asfalto que estão extintos pela burocracia, poderiam reduzir o tempo de atraso de milhares de pessoas no engarrafamento. Quem circula pela BR-393, uma Rodovia Federal importante, precisa de mais atenção URGENTE..”
Editorial da Revista e WebSite Acontece Interior.
