VASSOURAS, RJ - PRF e DNIT, por solicitação do Governo Federal obrigam, presencialmente, a empresa K-Infra a deixar as operações na BR-393 (Lúcio Meira)
No início da tarde desta quarta-feira, dia 09 de julho de 2025, agentes do DNIT e da Polícia Rodoviária (PRF), estiveram na sede da empresa k-Infra, em Vassouras, RJ, ordenando de maneira coercitiva, que todos os funcionários da empresa deixassem os prédios, e que não mais realizassem qualquer tipo de operação na BR-393 (Rodovia Lúcio Meira), inclusive as cobranças dos pedágios. A ação foi solicitada pelo Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes.
De acordo com a K-infra, mesmo a empresa entendendo que a Liminar concedida recentemente, pelo Ministro Gilmar Mendes do STF, lhe dá o direito legal de permanecer operando a Rodovia Lúcio Meira, até que se cumpra detalhes legais de indenização pela caducidade do contrato, o diretor Neliton Goes, decidiu cumprir o que o DNIT e os Policias Rodoviários erdenaram.
"Desde as 13h desta quarta-feira, a BR-393, no trecho entre os Km101+900m e Km286+400m, (entre Volta Redonda e Sapucaia) passando por Barra do Pirai, Paraíba do Sul e Três Rios, está novamente sem as cobranças de pedágio, mas também sem qualquer tipo de operação que vinha sendo praticada pela Empresa K-Infra. Não há mais socorro médico, nem guinchos. Todos os imóveis foram desocupados" confirmou a empresa.
Segundo o Diretor da K-Infra, a interpertração da Liminar por parte do Governo está equivocada e que aguarda "um esclarecimento por parte do Ministro Gilmar Mendes. Longe de nós, desrespeitar as autoridades policiais e governamentais. Decidimos sair, mas estamos aguardando, ainda para essa semana, a resposta do Ministro. Um esclarecimento sobre a sua liminar, para deixar clara essas questões. O DNIT se julga dono desse trecho, mesmo sem um processo de transição. Vamos aguardar o que vai esclarecer o Ministro sobre quem tem razão.". Disse.
Dados da empresa: A K-Infra emprega na operação da BR-393, cerca de 600 profissionais, entre operadores das praças, de guinchos, médicos e outros trabalhadores da saúde, sendo 97%, residentes no Sul Fluminense, principalmente em Vassouras, Barra do Pirai, Paraíba do Sul e Sapucaia. Todos estão em situação indefenida.
Seguem as Notas Oficiais da Empresa K-Infra, do Ministério dos Transportes e da Polícia Rodoviária:
K-Infra: A K-lnfra Rodovia ao Aço S.A. informa que, Por determinação do Ministério dos Transportes e DNIT , foi impedida a permanência de colaboradores da Concessionária nas instalações da rodovia, inclusíve nas praças de pedágio e bases operacionais o que impossibilita qualquer tipo de atendimento aos usuários por parte da K-lnfra Rodovia do Aço S.A. Dessa forma, informamos que não há mais equipes da Concessionária disponíveis para atendimento, suporte, socorro hospitalar, socorro mecânico, informações ou qualquer outro serviço aos usuários, sendo tais atividades, a partir desta data, é de inteira responsabilidade do DNIT e do Ministério dos Transportes. Reforçamos nosso compromisso com a transparência e com o respeito aos usuários e lamentamos os transtornos que a transição possa causar. Quaisquer dúvidas adicionais devem ser direcionadas aos canais oficiais do DNIT e Ministério dos Transportes." K-lnfra Rodovia do Aço S.A.
Ministério dos Transportes: "Desde 2 de junho, conforme Decreto Presidencial nº 12.479, a gestão do trecho da Rodovia do Aço (BR-393/RJ) foi restituída ao Governo Federal, sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), sem a cobrança de pedágio. Diante da tentativa indevida de retomada da operação pela concessionária K-Infra, o DNIT acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para assegurar a segurança viária, apoiar a retomada dos trechos e garantir a suspensão das cobranças de pedágio, que permanecem proibidas. O Governo Federal seguirá adotando as medidas cabíveis para assegurar a ordem pública, o cumprimento da legislação e a defesa do interesse público. Assessoria Especial de Comunicação / Ministério dos Transportes"
