Volta Redonda, RJ - Colaboração de Renata Alarcão
O Festival Nacional VR em Dança encerrou sua sétima edição estabelecendo marcas históricas para o setor cultural do Sul Fluminense. Realizado no teatro Gacemss, o evento reuniu quase 400 bailarinos e 29 escolas vindas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O interesse do público e das delegações superou as expectativas da organização, resultando no encerramento das inscrições e na venda total de ingressos 20 dias antes do prazo inicial.
Idealizado pelos diretores Péricles de Araujo e Rodrigo Di Jacomo, o festival se consolidou como uma iniciativa privada que hoje atua como patrimônio cultural do município. O foco do projeto vai além da mostra competitiva, priorizando o intercâmbio regional e a formação dos participantes.
“Ver quase 30 escolas se organizando com tanta antecedência prova que estamos no caminho certo. Mais do que uma mostra competitiva, celebramos a coragem de subir ao palco, a paixão que move cada passo e a beleza da arte em sua essência”, afirmou Péricles de Araujo.
O impacto pedagógico e de mercado também foi destacado por profissionais do setor. Para Lissiana Schlick, professora e coordenadora da escola República do Movimento, a experiência prática nos palcos coroa o trabalho contínuo feito em sala de aula.
“O festival funciona como o ápice de um processo educativo contínuo. Estar aqui não se resume a competir, mas a oportunidade que cada bailarino tem de aprender a lidar com suas emoções e sentimentos”, avaliou.
Infraestrutura e Mercado:
A proposta do VR em Dança foca em oferecer infraestrutura técnica de ponta para os jovens talentos, servindo de vitrine para o mercado de trabalho. De acordo com Rodrigo Di Jacomo, um dos realizadores, o evento busca abrir portas práticas para os artistas da região por meio de premiações e parcerias de intercâmbio.
“Proporcionamos a visibilidade para os artistas locais e parcerias para eles se apresentarem e estudarem em palcos de outros municípios”, explicou.
O corpo de jurados desta edição chamou a atenção para o nível técnico elevado das apresentações e para a relevância de tirar os grandes circuitos de dança exclusivamente das capitais.
O coreógrafo Richard Gonçalves, que integrou a banca avaliadora, lembrou o papel da dança na descoberta de novas carreiras.
“A dança transformou a minha vida me dando inúmeras possibilidades de expansão e carreira. Iniciativas como essa democratizam o acesso à cultura”, pontuou.
O jurado Renan Almeida endossou a análise técnica e o papel social do evento.
"O que vimos neste palco reflete uma juventude que usa a arte para romper preconceitos e discriminações, transformando técnica em pura emoção viva”, declarou.
Com o crescimento maduro da marca, a organização já planeja os passos estruturais para as próximas edições. A meta principal é transformar a décima edição do festival em um megaevento com dois dias inteiros de programação.
O plano de expansão inclui também a oferta regular de workshops formativos de alto nível e a assinatura de acordos internacionais para garantir bolsas de estudo fora do país.
Para o coreógrafo e jurado Rodrigo Assiny, a abertura do festival para modalidades como as danças urbanas reforça esse ambiente de profissionalização
“Ver essa arte sendo referendada, ensinada e respeitada incentiva o surgimento de novos talentos e novas oportunidades de profissionalização”, concluiu.

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