Rio de Janeiro, RJ — Por Adriano Lizarelli, CEO e jornalista do Grupo de Comunicação Acontece Interior
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, assinou nesta quarta-feira, dia 17, o decreto de revogação da autorização de obras no espaço de um antigo posto de combustíveis no Aterro do Flamengo.
A medida reafirmou a concessão aos termos originais, após a empresa GWM, anunciar um showroom comercial de veículos chineses no local, não previsto no edital.
A atitude do município é rigorosa e mantem exclusivamente a transição ecológica para um eletroposto, protegendo o patrimônio paisagístico da região.
A atual movimentação no canteiro, inclusive, não deve ser confundida com o início de obras para o comércio vetado. Trata-se de uma etapa técnica essencial, que é a retirada dos antigos tanques subterrâneos para se evitar futuras contaminações do solo.
Interior Fluminense: essa preservação do patrimônio da capital também chama a atenção no interior.
É o que comenta a comerciante Sandra Almeida, de Volta Redonda, que viaja regularmente com o marido Roberto, para visitar o filho Lucas, estudante de Engenharia no Rio e que mora no Flamengo.
"Sempre que estamos no Rio, o Aterro é o nosso ponto de encontro. Ver a prefeitura fiscalizando e impedindo puxadinhos comerciais nos dá a certeza de que esse cartão-postal, que também pertence a nós do interior, continuará protegido", afirma Sandra.
Eduardo: Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere, literalmente carimbou a decisão e mandou um recado contra os excessos comerciais no espaço público.
"Nós ouvimos atentamente a cidade e a postura em defesa da preservação está absolutamente correta. O que esta autorizado pela prefeitura para aquele espaço foi exclusivamente a transição para um eletroposto. Não há espaço e nem permissão ali, para showroom, lojas ou qualquer tipo de expansão puramente comercial que fira o espírito da região", explicou Cavaliere.
Paes: A decisão do prefeito reflete o compromisso de continuidade com o modelo de gestão implementado na capital fluminense nos últimos anos.
Cavaliere deixa claro que o município usará sempre o seu poder de fiscalização para fazer cumprir os contratos.
"Esta assinatura é o que o ordenamento do Rio exige. É exatamente a mesma atitude firme que o ex-prefeito Eduardo Paes tomaria se estivesse aqui com a caneta na mão neste momento. A prefeitura apoia a modernização sustentável, mas o respeito às regras e à integridade urbana da nossa cidade vem sempre em primeiro lugar", concluiu o prefeito.
Com a readequação oficializada, o cronograma para o espaço seguirá estritamente as exigências jurídicas determinadas pelo município.
O objetivo de banir os combustíveis fósseis da localidade através do ponto de recarga elétrica avançará, garantindo que o perímetro permaneça protegido contra qualquer tentativa de exploração imobiliária inadequada.
Nota da Redação: Nossa equipe não conseguiu contato com representantes da empresa GWM. O espaço segue aberto para eventual manifestação contrária.

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