Rio de Janeiro, RJ - Alerj da o 1° e importante passo para possível eleição de governador tampão.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu o primeiro passo para definir as regras da inédita eleição indireta de governador e vice, caso se confirme a dupla vacância no Executivo estadual.
Em sessão, nesta quarta feira, (11/02), marcada por embates, mas conduzida com firmeza pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou por 6 votos a 1 o substitutivo apresentado pelo deputado Rodrigo Amorim.
O texto estabelece que a escolha seja nominal, aberta e presencial, e flexibiliza a exigência de desincompatibilização.
Candidatos que ocupem cargos no Executivo, como secretários estaduais, só precisarão se afastar 24 horas após a vacância.
Essa mudança, em comparação ao projeto original do deputado Luiz Paulo, abre espaço para que nomes já integrados à máquina pública, em especial secretários próximos ao governador Cláudio Castro, despontem como favoritos em uma eventual disputa.
Entre os cotados, o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, surge como a principal opção.
Reconhecido por sua capacidade de articulação e pelo perfil técnico, Miccione é visto como alguém que reúne confiança política e credibilidade administrativa.
Sua presença no Executivo tem sido marcada por diálogo com diferentes setores e pela condução de pautas estratégicas, o que o coloca em sintonia com o que deputados e investidores consideram essencial neste momento ("estabilidade e continuidade")
A medida ganha relevância após a renúncia do vice Thiago Pampolha, que assumiu vaga no Tribunal de Contas do Estado, e da prisão e afastamento de Bacellar da presidência da Alerj.
Mas principalmente, pela possibilidade de Castro deixar o cargo até abril para concorrer ao Senado. Nesse cenário, a eleição indireta seria convocada pela Alerj em até 30 dias após a vacância.
Estabilidade como argumento
Nos bastidores, parlamentares avaliam que a opção por secretários ligados ao atual governo, como Miccione por exemplo, representa não apenas conveniência política, mas também segurança institucional.
Em um ano eleitoral, a manutenção de quadros já alinhados à gestão vigente é vista como a melhor forma de evitar sobressaltos, preservar a confiança dos investidores e garantir a continuidade de projetos estratégicos para a economia fluminense.
Para os próprios deputados, a escolha de nomes do Executivo reduz riscos de rupturas e assegura previsibilidade em um momento em que a atenção da classe política estará voltada às campanhas estaduais e federais.
O próximo passo
Com a aprovação na CCJ, o projeto segue para votação em plenário, prevista para ocorrer após o Carnaval.
A expectativa é que a base governista, que já demonstrou força na comissão, consiga consolidar o modelo que favorece seus aliados e pavimente um processo de transição sem traumas, caso se confirme a saída de Castro.

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