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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2024

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Fórum da ALERJ debate incentivos para uso da energia solar

Segundo estimativas, uso da modalidade pode gerar economia de quase R$ 3 mil por ano aos consumidores

Fórum da ALERJ debate incentivos para uso da energia solar
Foto: Divulgação
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Cada vez mais consumidores estão procurando crédito para instalação de placas solares de energia fotovoltaica pelas vantagens oferecidas em termos de economia. De acordo, com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), houve um aumento nos investimentos para o uso dessa tecnologia na casa dos R$ 6,7 bilhões em 2021 no país. As empresas que usam energia fotovoltaica podem ter uma economia de até 95%.

Segundo uma estimativa do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares, a partir de dados levantados pelo Instituto Pereira Passos, consumidores do Estado do Rio podem economizar cerca de R$ 2.750,00 por ano, a partir da instalação de aparelhos de captação de energia solar e da própria energia distribuída.

Alerj

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E a implementação da energia distribuída foi discutida neste mês de maio em Painel da Câmara Setorial de Energia e de Desenvolvimento Sustentável, do Fórum de Desenvolvimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

“O Instituto Pereira Passos estimou que o consumo médio em uma residência na cidade do Rio de Janeiro equivale a 165 kilowatts, ou seja, uma conta de R$185,00 por mês. Um cidadão precisa, hoje, fazer um investimento de cerca de R$15 mil para instalar sua captação de energia solar. Considerando o consumo médio do Rio e a quantidade de placas suficientes para sustentar uma casa, esse cidadão faz uma economia anual de mais de R$ 2 mil. Então após cinco anos e meio, ele já conseguiu pagar todo esse investimento e vai continuar economizando esse valor anualmente. É uma oportunidade muito interessante”, explicou Leonardo Soares durante o Painel da Alerj. O secretário anunciou também a criação de uma plataforma para aproximar os atores envolvidos na geração de energia distribuída, com o intuito de ampliar a disponibilização de energia limpa.

“O objetivo é dar visibilidade e aproximar pequenos produtores rurais, cooperativas rurais, para que possamos fazer com que a energia distribuída chegue especialmente ao interior. destacou. Participante da reunião, a coordenadora da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) no Rio de Janeiro, Camila Nascimento, disse que o Rio de Janeiro está em oitavo lugar no ranking de capacidade solar, mas tem condições de alcançar Minas Gerais:

“Atualmente, o Rio possui 220 megas de capacidade solar instalada, mais de R$ 1,2 bilhões em investimentos trazidos, aproximadamente 6.600 novos empregos gerados e mais de R$220,6 milhões em arrecadação de tributos ao poder público. Quem mais adere à energia solar fotovoltaica são as residências, com 90% dos sistemas instalados. Então, o Estado do Rio tem condições de crescer ainda mais, ainda há muita coisa a ser feita”, frisou. No entanto, para que o setor ganhe força no estado, a coordenadora afirmou que é necessário que a legislação de ICMS seja adequada.

“Buscamos a isenção de ICMS em até cinco megas, a adequação do benefício aos componentes da tarifa de energia e o ajuste do texto às modalidades de geração distribuída”, declarou Camila. Uma pesquisa realizada pelo Ibope, em 2020, mostrou que 90% dos brasileiros querem gerar a própria energia em casa a partir de fontes renováveis. Durante o painel, o diretor da Revolusolar, Eduardo Ávila, salientou a importância da democratização dos aparelhos de captação de energia solar:

“Em 2017, fizemos uma pesquisa na Babilônia, onde atuamos, para entender o conceito da energia elétrica nas favelas, e descobrimos que a maioria dos moradores está regularizado. Mas os moradores ficam insatisfeitos, porque pagam uma quantia considerável e muitas vezes ficam sem luz por dias, por conta de chuvas ou outros fatores. O acesso à energia nas favelas é caro, precário e injusto.”

A secretária geral do Fórum, Geiza Rocha, ressaltou a necessidade de discutir o fortalecimento do setor no território fluminense.

Esse painel foi muito importante para discutir sobre como o setor da energia distribuída pode crescer aqui no estado do Rio. E nós tratamos não só de poder produzir a energia, mas também os equipamentos necessários para produção dessa energia. Recebemos sugestões e contribuições de todas as partes, e estamos tendo a oportunidade de criar um bom ambiente de inovação, com a participação da sociedade, do Governo, das empresas, todos juntos trabalhando em prol dessa causa”, concluiu.

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