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Sábado, 24 de Janeiro 2026

Notícias/Economia

Com papel “centrado” de Bacellar, Alerj aprova mudanças no Fundo Orçamentário Temporário com ressalvas.

Governo garante receita extra, mas setor produtivo celebra redução de impacto

Com papel “centrado” de Bacellar, Alerj aprova mudanças no Fundo Orçamentário Temporário com ressalvas.
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RIO DE JANEIRO, RJ – Alerj aprova FOT com ressalvas 

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta terça-feira, 2 de dezembro, o Projeto de Lei nº 6.034/2025, que altera as regras do Fundo Orçamentário Temporário (FOT). A proposta, de autoria do Executivo, previa inicialmente um aumento significativo da alíquota aplicada às empresas beneficiadas por incentivos fiscais. Após intensa negociação, o texto final aprovado, reduziu o impacto da medida e incluiu exceções para diversos setores.

O governo do estado defendeu a proposta como fundamental para equilibrar as contas públicas diante da transição para a Reforma Tributária nacional, que só entrará em vigor plenamente em 2032.

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“Precisamos garantir recursos para manter investimentos em saúde, educação e segurança. O FOT é um instrumento temporário, mas essencial para atravessar este período de ajustes”, afirmou um dos defensores do governo na Alerj, durante a votação.

Por outro lado, entidades empresariais como a Firjan, mobilizaram prefeitos, vereadores e empresários em todo o estado contra o aumento da carga tributária. “O setor produtivo não pode ser penalizado com mais impostos. Conseguimos reduzir o impacto da proposta e preservar a competitividade de diversos segmentos”, destacaram representantes da entidade.

Rodrigo Bacellar - Alerj
Rodrigo Bacellar - Alerj

Rodrigo Bacellar: O presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar, teve papel decisivo na condução das negociações e na construção do consenso que permitiu a aprovação. “Nosso compromisso é garantir o equilíbrio entre a necessidade de arrecadação do Estado e a proteção da economia fluminense. O resultado desta votação mostra que o diálogo é sempre o melhor caminho”, declarou Bacellar após a sessão.

Quem ganha e quem perde

Governo estadual: ganha fôlego financeiro para enfrentar a queda de arrecadação e preparar o terreno para a Reforma Tributária.
Empresas com incentivos fiscais: perdem parte da vantagem tributária, mas a mobilização empresarial conseguiu limitar o aumento da alíquota e garantir exceções para setores estratégicos.
Municípios: prefeitos se posicionaram contra o aumento, temendo perda de competitividade local. A articulação política ajudou a suavizar os efeitos da medida.
Sociedade fluminense: pode ganhar em serviços públicos, caso os recursos adicionais sejam de fato aplicados em áreas essenciais.

Alerj - Votração do FOT
Alerj - Votração do FOT

Repercussões políticas: A votação expôs a força de pressão do setor produtivo e a capacidade de negociação da base governista. Parlamentares da oposição criticaram o projeto, afirmando que o governo “continua apostando em soluções paliativas” em vez de promover reformas estruturais. Já os aliados celebraram a aprovação como uma vitória da responsabilidade fiscal.

Especialistas avaliam que a medida é um ensaio para a adaptação do Rio de Janeiro à nova realidade tributária nacional. “O FOT funciona como uma ponte até 2032. O desafio será garantir que os recursos arrecadados sejam bem aplicados e não se transformem em mera arrecadação sem retorno social”, analisou um economista ouvido pela reportagem.

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