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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
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Aproaço pede maior proteção à indústria do aço nacional em audiência pública em Brasília

Importação atingiu patamar histórico no Brasil, crescendo 94,8% nos últimos seis anos. Indústria Fluminense sente os efeitos com recuo na produção e perda de investimentos

Aproaço pede maior proteção à indústria do aço nacional em audiência pública em Brasília
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Brasília, DF - Por redação do Grupo de Comunicação Acontece Interior 

Uma audiência pública realizada nesta terça-feira (1), em Brasília, debateu os impactos do avanço da invasão do aço importado sobre a indústria nacional. Representando a cadeia do aço fluminense, a Aproaço (Associação dos Processadores de Aço do Estado do Rio de Janeiro); a Metalsul e o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, participaram do debate.

O debate ocorreu  na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, presidida pelo deputado Max Lemos, expondo dados e apresentando fatos que demonstram a preocupação do setor com a fragilidade nos instrumentos protetivos a produção nacional. 

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Haroldo Filho em Brasília, DF
Haroldo Filho em Brasília, DF

Dados divulgados recentemente pelo Instituto Aço Brasil revelam que em 2025, ao menos R$2,5 bilhões deixaram de ser investidos no país. O fato é explicado pelo patamar histórico de importação que o Brasil atingiu entre 2019 e 2025. Nesse período, a entrada do material subsidiado por governos internacionais, em especial do continente asiático, cresceu 94,8%.

A China, que vende o aço cerca de 40% mais barato do que o custo de produção local, segue como principal fornecedor, respondendo pela maior fatia das compras externas; somente em julho de 2026, as importações chinesas somaram 38.157 toneladas, equivalentes a cerca de 60% do total importado no mês.

Cadeia do Aço Fluminense sente os impactos da importação: 

Responsável por 12% do PIB do Estado do Rio, o setor metalmecânico fluminense, que gera cerca de 100 mil empregos no estado, vem sentindo a retração na demanda e produção. Em 2025, de acordo com a Aproaço, empresas de aços planos, longos e folha de flandres chegaram a ter um recuo de 30% em sua produção. 

Haroldo Filho em Brasília, DF
Haroldo Filho em Brasília, DF

Durante a audiência, o presidente da associação, Haroldo Filho, ressaltou que mesmo com a tarifa antidumping de 25%, adotada pelo governo brasileiro, ainda é vantajoso para a indústria internacional despejar seu excesso de produção no Brasil, considerado uma das principais rotas internacionais, devido à baixa tarifa comparado com mercados europeus e pela fragilidade na fiscalização nos portos. 

“A maioria dos países elevou sua tarifa para proteger a produção local e se defender do excesso de produção de aço da China. Por isso, encontraram no Brasil o cenário perfeito: uma tarifa acessível para demandar sua produção e uma fiscalização que, por muitas vezes, não tem o braço necessário para averiguação. O resultado na prática é uma conta simples e trágica para a indústria nacional, principalmente para o estado do Rio de Janeiro. Se a produção maior é de fora, os empregos e a renda dos trabalhadores também ficam por lá. Para a indústria local sobram a alta carga tributária e baixa produção, que resultam em demissões e ainda geram menor arrecadação para os municípios”, explicou Haroldo Filho, que ainda complementou.

“As indústrias do estado do Rio estão sentindo as dificuldades desta concorrência desleal, que somado a outros fatores, como o momento econômico ruim do país, já reduziram os investimentos, estão realizando cortes nos empregos e algumas já entraram com o pedido de recuperação judicial. Precisamos adotar medidas urgentes para proteger o setor”.  Disse Haroldo Filho 

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