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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Notícias/Cidades

Rio registra segunda maior população de rua do país e reforça leis da Alerj para garantir cidadania

Estado soma mais de 35 mil cadastrados e requer atenção especial sobre o tema.

Rio registra segunda maior população de rua do país e reforça leis da Alerj para garantir cidadania
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Rio de Janeiro, RJ Por colaboração de Fátima Gomes e Fotos de Alex Ramos (Secom Alerj)

O Estado do Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar no ranking nacional de pessoas em situação de rua, somando 35.406 registros oficiais no Cadastro Único (CadÚnico).

Alerj cria leis em defesa da População de Rua
Alerj cria leis em defesa da População de Rua

A capital lidera isoladamente os dados estaduais, concentrando mais de 22 mil pessoas nessa condição de extrema vulnerabilidade social.

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Diante desse cenário complexo, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tem atuado na criação de marcos legais para estruturar uma rede efetiva de acolhimento, saúde e oportunidades de trabalho.

Alerj cria leis em defesa da População de Rua
Alerj cria leis em defesa da População de Rua

Há casos de superação, como o do escritor Leonardo Motta, que viveu nas ruas por mais de um ano após enfrentar a dependência química. Hoje, sóbrio há nove anos e com três livros publicados, ele destaca o papel essencial da rede de apoio.

Leonardo Motta aceitou ajuda e saiu das ruas
Leonardo Motta aceitou ajuda e saiu das ruas

"O que me levou a essa situação foi a dependência química. Consegui sair das ruas quando aceitei ajuda e fui para uma instituição de tratamento, onde permaneci por sete meses. O conselho que deixo é que a pessoa aceite ser ajudada. De um lado existe quem ajude, mas do outro é preciso aceitar", relata Leonardo, que também edita a “Revista na Calçada”.

Entre as legislações que dão base a esse suporte estão a que institui a Política Estadual para a População em Situação de Rua, e a que assegura transparência na divulgação de vagas em abrigos públicos.

O estado também protege gestantes e mães por meio da Lei 10.766/25, garantindo atendimento pré-natal e parto humanizado. Essa retaguarda jurídica foi determinante para a reconstrução de vida de Loanda de França de Souza, de 52 anos.

Após o desaparecimento dos filhos, ela buscou refúgio nas ruas, onde enfrentou a fome, a violência e o vício, chegando a definhar com 35 quilos. A virada para ela ocorreu ao buscar atendimento no Cras de Santa Cruz.

"Meu desespero foi tão grande que tentei fugir da dor e fui morar na rua. Cheguei a pesar 35 quilos. Mas hoje sou feliz, tenho meu trabalho e minha casa. Quero estudar para ajudar outras pessoas que vivem a realidade das ruas", conta Loanda que, após o suporte, passou a integrar a equipe de cozinheiras de uma escola municipal.

Alerj cria leis em defesa da população de rua
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Reflexão: Leonardo e Loanda são exemplos que a superação da vulnerabilidade vai além do esforço pessoal, dependendo de uma articulação contínua entre o poder público e a sociedade para transformar leis em oportunidades reais de recomeço.

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