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Domingo, 07 de Dezembro 2025

Notícias/Economia

A TARIFA DE 50% SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS EXPORTADOS PARA OS EUA ACENDE ALERTA JURÍDICO E ECONÔMICO

O advogado Bruno Redondo destaca os impactos na indústria e no agro.

A TARIFA DE 50% SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS EXPORTADOS PARA OS EUA ACENDE ALERTA JURÍDICO E ECONÔMICO
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RIO DE JANEIRO, RJ - O alerta das consequências da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. 

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 40% sobre a importação de produtos brasileiros - elevando o total da taxação para 50% - provocou forte repercussão no setor produtivo nacional e acendeu alertas na área jurídica. 

A ordem executiva, assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, entra em vigor  dia 7 de agosto. Ela atinge setores estratégicos da economia brasileira, como siderurgia e agropecuária.

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De acordo com o advogado e professor de Direito, Bruno Garcia Redondo, a medida compromete a previsibilidade nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. 

Outro alerta do professor, é que essa medida pode trazer consequências significativas para exportadores de carne bovina, café, frutas e outros produtos com alta dependência do mercado norte-americano.

“Ainda que os Estados Unidos tenham autonomia para adotar políticas comerciais baseadas em argumentos de segurança nacional, esse tipo de tarifa em larga escala contraria princípios internacionais como o do livre comércio e da proporcionalidade, previstos nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC)” explica Redondo, que é doutor em Direito e professor da PUC-Rio e UFRJ.

Embora a lista tarifada ultrapasse mil produtos, cerca de 700 itens brasileiros devem ficar de fora. Entre eles, o suco de laranja, celulose e aviões. 

Mesmo assim, os impactos são relevantes e, segundo especialistas, podem gerar perdas de mercado para o Brasil diante de concorrentes que mantêm relações mais estáveis com os EUA.

“O agronegócio deve ser um dos mais atingidos, não apenas pela perda de competitividade, mas pela instabilidade que a medida gera nos fluxos de comércio internacional. O Brasil precisa agir com rapidez, tanto na frente diplomática quanto na jurídica, para defender seus interesses estratégicos” finalizou o advogado Bruno Garcia Redondo.

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