Rio de Janeiro, RJ – Ofensiva das Polícias Civil e Militar atinge o crime organizado fluminense.
Uma sequência de operações realizadas nos últimos dias pelas polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro, evidencia uma atuação mais incisiva e estratégica no combate ao crime organizado. As ações surpreenderam pelos volumes apreendidos, e pelas estratégias que atingiram diferentes segmentos criminosos, indo do tráfico de drogas ao comércio ilegal de armas além da receptação de produtos roubados.
O resultado mais expressivo ocorreu no Complexo da Maré, onde uma ação da Polícia Militar resultou na maior apreensão de drogas já registrada no país. Foram cerca de 48 toneladas de entorpecentes, localizadas em um bunker na comunidade da Nova Holanda, após trabalho de inteligência e varredura com auxílio de cães farejadores. No mesmo cenário, também foram apreendidos fuzis, pistolas e veículos roubados.
A operação mobilizou cerca de 250 agentes de unidades especializadas e, segundo o comando da corporação, foi conduzida com planejamento e precisão.
“Essa apreensão recorde é resultado de uma ação cirúrgica, baseada em planejamento e inteligência”, afirmou o secretário e comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra.
Além do impacto direto sobre o tráfico, as ações recentes também avançaram no combate ao armamento ilegal. Em São Gonçalo, a Polícia Civil apreendeu um verdadeiro arsenal durante uma operação de fiscalização. Foram mais de 160 armas, entre pistolas, rifles e espingardas, além de milhares de munições de diversos calibres.
A investigação aponta para um esquema estruturado que utilizava documentação fraudulenta para viabilizar a posse e o armazenamento irregular de armamentos. A ação contou com apoio do Exército Brasileiro e segue em desdobramento para identificar todos os envolvidos.
Em outra frente, a Polícia Civil também atua para enfraquecer a cadeia econômica que sustenta crimes patrimoniais. Na Zona Oeste, a Operação Rastreio teve como alvo uma organização criminosa especializada na venda de celulares roubados e furtados.
O grupo utilizava empresas de fachada, notas fiscais irregulares e contas de terceiros para simular legalidade nas transações, inclusive com forte presença nas redes sociais. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para reunir provas e recuperar aparelhos desviados.
O conjunto das ações evidencia uma estratégia que combina presença operacional, tecnologia e investigação para atingir não apenas os executores, mas também as estruturas financeiras e logísticas das organizações criminosas.

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