Interior Fluminense - Por Adriano Lizarelli , CEO do Grupo de Comunicação Acontece Interior
Reafirmando o compromisso democrático e a tradição de abrir espaço para as mais diversas correntes e propostas que impactam a nossa região, o Grupo de Comunicação Acontece Interior vem realizando, em suas plataformas e edições impressas e digitais, uma sequência de sabatinas com os candidatos nestas eleições. Nesta edição, conversamos com o Coronel Henrique (Avante). Acompanhe a entrevista a seguir.
Como avalia a segurança no Sul Fluminense e como pretende atuar em Brasília?
Coronel Henrique: Com 32 anos de experiência na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e na gestão da segurança pública, posso afirmar que conquistamos muitas coisas, mas se não escolhermos pessoas comprometidas e que entendam o assunto, podemos retroceder. Em Volta Redonda, junto ao prefeito Neto, reduzimos a criminalidade em até 70%, criamos o primeiro Ciosp do estado que hoje tem com 2,5 mil câmeras inteligentes, e capacitamos e armamos a primeira Guarda Municipal do Rio de Janeiro. O roubo de rua caiu de 500 em 2018 para 55 no ano passado. Em Volta Redonda, não temos o que mais adoece a população que é a sensação de insegurança. Queremos replicar esse modelo de sucesso para toda a região e alcançar todo o estado. Faço uma analogia com o futebol: quero ser o meio-campista. A população é a defesa, que sofre quando toma o gol, e o Executivo é quem marca o gol. Faltam deputados que façam esse meio de campo para ouvir as ruas, destinar emendas aos municípios e apertar as leis penais no Congresso.
Qual é a sua visão sobre a integração e o armamento das Guardas Municipais?
Coronel Henrique: Pioneira no estado, a Guarda Municipal de Volta Redonda é armada desde 1955 e reforçamos isso com convênios e acompanhamentos da Polícia Federal. Diversas prisões já foram efetuadas por guardas armados, inclusive auxiliando as demais forças de segurança do município. O armamento, alinhado ao treinamento contínuo, torna a instituição mais preparada e amplia a presença da segurança pública no município. O próprio STF já reconheceu a competência das guardas no policiamento ostensivo comunitário. Desde 2009, quando comandei a corporação, sempre defendi que a Guarda Municipal é um pilar fundamental da segurança pública, e não apenas de vigilância patrimonial.
Além da segurança, o que o senhor propõe para áreas como Saúde, Educação e Mobilidade?
Coronel Henrique: Costumo dizer que a segurança pública recebe o efeito colateral de tudo o que dá errado em outras áreas. Se não investirmos em mobilidade urbana, por exemplo, o trânsito caótico gera estresse diário, acidentes e brigas que muitas vezes terminam em violência e crimes. Se não investirmos em Educação, Cultura e Esporte, o crime organizado ocupa o vácuo do Estado e recruta nossos jovens. A minha visão no Parlamento será transversal. Vamos defender e destinar verbas para a Saúde, Educação e Mobilidade é, essencialmente, fazer prevenção primária à violência. Quando garantimos oportunidades e serviços públicos de qualidade na base, esvaziamos o crime na ponta. Sem segurança, não há tranquilidade para viver, trabalhar ou investir. Por isso, tratar a segurança pública como prioridade é assegurar qualidade de vida e criar bases sólidas para o crescimento sustentável das cidades e da sociedade brasileira como um todo.

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