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Sexta-feira, 06 de Março 2026

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Mega blocos e blocos tradicionais no Carnaval da Bahia protagonizam uma histórica polêmica

A folia em Salvador expõe atrasos, disputas judiciais e superlotação, enquanto artistas e blocos culturais cobram soluções do poder público.

Mega blocos e blocos tradicionais no Carnaval da Bahia protagonizam uma histórica polêmica
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Salvador / Bahia – Polêmica no Carnaval

O Carnaval da Bahia 2026, realizado em Salvador, capital do estado e palco da maior festa de rua do Brasil, está marcado por uma polêmica que divide artistas, blocos e foliões. A disputa acontece nos principais circuitos da cidade, como o Dodô (Barra-Ondina) e o Osmar (Campo Grande), e coloca frente a frente os mega blocos, que arrastam multidões com artistas nacionais e internacionais, e os blocos tradicionais, que representam a identidade cultural afro-baiana.

Polêmica Carnaval da Bahia 2026
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Os mega blocos comandados por nomes como Anitta, Bell Marques e até o DJ internacional Calvin Harris atraem centenas de milhares de foliões. Segundo estimativas da Prefeitura de Salvador, alguns desfiles chegaram a reunir mais de 200 mil pessoas em um único circuito, provocando superlotação e atrasos de até duas horas. “Não dá para segurar um trio por tanto tempo, o folião perde a energia da festa”, reclamou Bell Marques em cima do trio. Anitta também criticou os intervalos longos, afirmando que os atrasos prejudicam tanto os artistas quanto o público.

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Do outro lado, blocos tradicionais como Olodum, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro e Bloco Alvorada denunciam que a pressão dos mega blocos ameaça descaracterizar o Carnaval. “O Carnaval é memória e resistência, não pode ser engolido pela lógica do mercado”, afirmou um dirigente do Cortejo Afro. Para eles, a festa deve preservar sua essência cultural e não se transformar apenas em um grande espetáculo comercial.

A polêmica chegou à Justiça.

O Bloco Crocodilo, liderado por Daniela Mercury, reivindicou o direito de abrir o circuito Dodô, alegando protagonismo histórico. A Justiça da Bahia, porém, manteve a posição de destaque para o Olodum, decisão que acirrou os ânimos. “Queremos que reconheçam a importância do Crocodilo e da Rainha do Axé para a folia”, declarou a direção do bloco.

Polêmica Carnaval da Bahia 2026
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O poder público reconhece os desafios.

Em nota, a Secretaria de Cultura da Bahia destacou que o Carnaval de 2026 já movimentou cerca de R$ 2,5 bilhões na economia local e reuniu mais de 3 milhões de foliões nas ruas de Salvador, mas admitimos que ajustes na logística e na segurança são necessários. A Prefeitura também anunciou reforço na fiscalização e revisão dos intervalos entre os trios para evitar novos atrasos.

Para o folião comum, os efeitos são imediatos: superlotação, filas e insegurança, mas também a chance de ver grandes artistas de perto. A polêmica mostra que o Carnaval da Bahia vive um dilema entre modernidade e tradição, e que o equilíbrio entre espetáculo e identidade cultural será decisivo para o futuro da festa.

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