São João de Meriti:
O estupro coletivo de uma menina de 13 anos, ocorrido em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, teve forte repercussão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Na sessão plenária desta quarta-feira, dia 04/02, deputados de diversos partidos, repudiaram o crime, cobraram investigações rápidas e punição severas dos criminosos.
A deputada Índia Armelau (PL) oficiou a Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e Idoso, para que acompanhe o caso junto.
Ela solicitou que aos órgãos competentes, sejam acionados, visando total assistência à adolescente e sua família.
“Temos que apoiar a inclusão da vítima e de sua família em programas de atendimento psicológico e social, disponibilizados pelo Estado do Rio de Janeiro. Além disso que seja, se necessário, o acesso às medidas de proteção previstas em programas governamentais, inclusive aqueles de âmbito federal, voltados à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência”. Disse a deputada.
O líder do PL, Filippe Poubel, reagiu com indignação ao crime, que teria sido praticado por traficantes porque a jovem teria frequentado baile funk de facção criminosa rival.
“É um crime inaceitável em qualquer lugar do mundo. Faço um apelo ao secretário da Policia Militar e ao secretário da Polícia Civil, para que intensifiquem as buscas, e que se prendam esses vagabundos, porque eles são monstros. Tirem-os do convívio da sociedade”, comentou Filippe Poubel.
O deputado Flávio Serafini (PSOL) fez criticas a atual política de segurança pública.
“Uma adolescente não poder transitar nem escolher um baile que vai frequentar é absolutamente inaceitável. Que sejam presos esses criminosos e que nossa política de segurança possa garantir o direito das pessoas circular nas comunidades”, comentou o parlamentar.
Entenda o Crime
O estupro coletivo ocorreu no último fim de semana, na comunidade conhecida como “Predinhos”, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, ao menos sete homens ligados a uma facção criminosa, na comunidade Trio de Ouro, teriam participado do crime. A jovem foi agredida e ameaçada para não denunciar o caso, mas conseguiu receber atendimento médico e permanece internada em estado estável.
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por rixas entre facções rivais, já que a adolescente teria frequentado um baile funk organizado por um grupo criminoso adversário. A Polícia Civil conduz as apurações sob sigilo, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), enquanto a Polícia Militar reforçou o policiamento na região para conter tensões e garantir segurança.
O caso provocou forte comoção social. Autoridades estaduais afirmam que a vítima e sua família terão acompanhamento psicológico e social, além de possível inclusão em programas de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência.
Parlamentares e organizações da sociedade civil pressionam por respostas rápidas da Justiça, destacando a gravidade do crime e o risco de impunidade.

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