Rio de Janeiro, RJ – Alerj tem dia de “críticas motivadas por vaidade e falta de empatia”
A reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, nesta quarta-feira (18), expôs a disputa por espaço político no Legislativo fluminense.
O líder do governo, Rodrigo Amorim (União), atacou o presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), acusando-o de conduzir os trabalhos de forma “imperialista” e “ditatorial”.
“O presidente Delaroli não é nenhum gênio da lâmpada legislativa. Diversos deputados apresentaram projetos similares”, disse Amorim, que não se constrangeu em fazer ameaças e em querer puxar para a briga a Casa Civil do governo.
“Eu vou usar toda a minha força para que esse projeto seja absolutamente e integralmente vetado. Já estou avisando aqui que inicio hoje as diligências junto à Casa Civil.”
Entenda o caso:
O presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli, conseguiu aprovar por unanimidade, em plenário, um projeto de sua autoria que beneficia as mulheres que utilizam o transporte público no Rio de Janeiro.
O PL amplia para 24 horas o funcionamento dos vagões exclusivos para mulheres nos trens e metrôs em território fluminense.
Foi justamente em relação a esse projeto que Rodrigo Amorim anunciou que pretende articular junto à Casa Civil o veto à medida, mesmo diante da relevância social da iniciativa.
Em nota oficial, Delaroli classificou as declarações como “motivadas por vaidade e falta de empatia” e destacou que o projeto representa “um avanço fundamental em políticas públicas em prol da mulher”.
O presidente em exercício reafirmou que “seguirá trabalhando para garantir a sanção da lei e para ampliar políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.”
A polêmica reflete o momento de reorganização das forças políticas na Alerj, após o afastamento da antiga presidência.
Delaroli, que era vice, assumiu de forma legítima e natural a condução da Casa, com prerrogativas de reorganização e moralização da Assembleia.
Nesse cenário, críticas como as de Amorim evidenciam a disputa por protagonismo dentro do mesmo grupo político, ainda que, para isso, o líder do governo se coloque contra uma demanda histórica das mulheres fluminenses.
Veja a íntegra da nota de Guilherme Delaroli:
“As declarações de Rodrigo Amorim na CCJ são desprovidas de razão, motivadas por vaidade e falta de empatia. O Projeto de Lei 7.187/2026 foi aprovado por unanimidade no plenário da Alerj e representa um avanço fundamental em políticas públicas em prol da mulher.
A presidência da Casa repudia qualquer ameaça do deputado Amorim em impedir a sanção da lei. Os ataques por ele proferidos não preocupam a presidência, mas todas as mulheres que há anos pleiteiam espaços exclusivos nos sistemas metroviário e ferroviário do Estado do Rio de Janeiro, durante 24 horas por dia.
A presidência da Alerj seguirá trabalhando para que entre em vigor a lei dos vagões exclusivos 24h por dia para as mulheres e em prol de políticas públicas que promovam o bem-estar de toda a população do Estado do Rio de Janeiro.
Deputado Guilherme Delaroli, Presidente em exercício da Alerj.”

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