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Domingo, 16 de Junho de 2024

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PREFEITO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS FELÍCIO RAMUTH SERÁ CANDIDATO A GOVERNADOR DE SÃO PAULO PELO PSD

Resposta oficial será dada à Gilberto Kassab, presidente do partido

PREFEITO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS FELÍCIO RAMUTH SERÁ CANDIDATO A GOVERNADOR DE SÃO PAULO PELO PSD
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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP Por Adriano Lizarelli – Jornalista - Editor especializado em Ciências Políticas com fotos divulgação

A indigestão está sendo pesada para o Governador de São Paulo, João Dória (PSDB), e não tem mais volta. O desgaste interno do partido se agravou durante a pandemia e com as prévias para escolha do candidato à presidência. O prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSD), deve confirmar à Gilberto Kassab, presidente do PSD, agora no começo de março, que aceita o convite para ser o candidato do partido à Governador de São Paulo.  A Revista Acontece Interior® foi conversar com o prefeito Felicio Ramuth, para saber um pouco mais sobre os motivos que o levaram a romper com o PSDB de Dória, a aceitar o convite de ser candidato a governador pelo PSD e também conhecer as ações que estão fazendo de São José dos Campos, uma cidade referência para o país, em administração pública, inovação, mobilidade e meio ambiente. Acompanhe:

Porque o senhor desistiu do PSDB e foi para o PSD?

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Felício Ramuth: foram 28 anos de PSDB, único partido que até então tinha me filiado em toda minha vida. Mas o partido deixou de ter aquelas grandes lideranças, Mario Covas, Fernando Henrique, Montouro entre outros nomes. O PSDB saiu de mim e não eu que saí do PSDB. Soma-se a isso que nos últimos 2 anos, na pandemia, tive embates diretos com o Governo do Estado de São Paulo sobre a gestão da pandemia. Eu sempre defendi que as cidades fossem respeitadas e pudessem ter independência, com seus comitês bem estruturados, assim como São José e uma dezena de cidades do nosso estado. Teve também a disputa interna nas prévias a candidato a presidente, entre João Dória e o Eduardo Leite. Eu apoiei claramente o Eduardo Leite como melhor candidato e isso agravou ainda mais esse distanciamento entre o partido e o nosso time. Eu, junto com nosso vice-prefeito, Anderson Faria e um time de pessoas, a maioria do diretório do PSDB de SJC, migramos para o PSD, a convite do presidente Gilberto Kassab, que viu no nosso grupo, grandes talentos na boa gestão e na boa política.  

 O senhor será candidato à Governador do Estado de São Paulo?

Felício Ramuth: a candidatura ao governo do estado de São Paulo nos enche de orgulho. Esse reconhecimento, não só meu, mas de todo esse time que ao longo dos anos praticou a boa política e a boa a gestão na nossa cidade. Sem dúvida a oportunidade de ver o que a gente faz aqui na cidade, ser expandido para o estado, nós vemos com bons olhos. Assim que recebi o convite do nosso presidente {PSD} o Kassab, eu disse que iria consultar a população de São José dos Campos e é isso o que eu venho fazendo. Mas já percebemos que maioria das pessoas entende que essa é uma grande oportunidade para o Estado de São Paulo. De ver o nosso estilo de fazer política, gestão, transparência, ética e respeito aos recursos públicos e as pessoas. É uma grande oportunidade para o estado avançar e responder a demandas que ele ainda não conseguiu ao longo de anos. Então agora vou continuar essa consulta em relação a população para que no início de março eu possa retornar ao PSD com a resposta.

 O que está sendo feito em São José que levou a cidade virar uma referência nacional?  

Felício Ramuth: um conjunto de ações como a modelagem do sistema de conceção do transporte público que está em andamento. O novo modelo engloba a divisão dos serviços de operação, bilhetagem, e as tecnologias envolvidas nesse sistema. Essa divisão é benéfica para a população e nós não vamos abrir mão dessas inovações, mesmo dentro deste novo modelo que nós estamos construindo. O que eu posso antecipar, é que será um modelo onde se amplia muito a eletromobilidade, dividindo ainda o conceito de operação, fornecimento de veículos, tecnologia e sistema de bilhetagem. São José dos Campos também está no final do processo de certificação como a primeira cidade inteligente do Brasil de acordo com as normas internacionais (iso 37120, 122 e 123). Eu gosto muito frisar entre do conceito de cidade inteligente, a palavra gente. Porque essas três normas falam sobre qualidade de vida, resiliência (que é a capacidade da cidade de superar momentos complexos em todas as áreas) e também sobre criatividade e sustentabilidade. São 270 indicadores que a cidade tem que cumprir para que ela tenha essa certificação e estamos bem próximos disso. Eu citaria ainda a eletromobilidade, usina fotovoltaica, os carros elétricos da guarda municipal, a troca de toda a iluminação pública por led (primeira cidade acima de 500 mil hab, com 100% da iluminação de led), a nossa Zona Azul, nosso estacionamento rotativo. O projeto Observa, que fotografa a cidade a cada 72h, mostrando qualquer tipo de alteração em relação a desmatamento, abertura de novos loteamentos ou construção irregular. A Linha Verde, onde já temos 12 ônibus 10% elétricos. São várias ações que fazem com que a cidade possa atender todos esses indicadores, levando em conta sempre qualidade de vida, resiliências e sustentabilidade. Pra mim, nesse início de segundo mandato conseguir certificar a cidade é sem dúvida nenhuma um grande orgulho e vai fazer com que nossa cidade seja ainda mais reconhecida por nossas políticas públicas implementadas.

 Ainda sobre a candidatura ao governo do Estado de São Paulo, quais seriam seus apoios?  

Felício Ramuth: O PSD tem um grande número de prefeitos e vice-prefeitos, além das chapas a deputados federais e estaduais. Esses candidatos estão nas ruas buscando votos para o partido e consequentemente o seu candidato ao governo do Estado de São Paulo, à Presidência da República, bem como ao Senado. Então é através deles que, no momento certo, eu posso potencializar ainda mais a nossa campanha. A situação dos prefeitos será muito importante, mas a gente sabe também que o Governo do Estado de São Paulo normalmente faz uma grande pressão, principalmente nas pequenas cidades, que vivem de verbas e recursos encaminhados pelo governo estadual. Então, primeiro objetivo é deixar os prefeitos e prefeitas muito a vontade para fazer esse apoio, não só aqueles do nosso partido, mas como os que vão simpatizar com a nossa forma de fazer política e com a nossa forma de fazer gestão. Nós teremos uma chapa muito forte para deputados estaduais e federais e ela será uma grande força para a campanha pelo governo do Estado de São Paulo.

 Para presidência da República, em um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Lula, como ficar sua posição?

Felício Ramuth: tomarei uma decisão no momento correto em relação a segundo turno. Eu espero que o candidato do meu partido, e aqui também eu passo a dizer que as negociações estão bem avançadas em relação ao Eduardo leite. O Rodrigo Pacheco é um senador da república que tudo que propõe a fazer, faz bem feito, assim na vida empresarial, assim como senador e agora como presidente do senado. Mas, tudo indica que ele não tem como principal desejo de fato ser candidato a presidente da república. Ele deve tomar uma decisão nos próximos dias e o PSD está muito adiantado com a vinda do Eduardo Leite para que ele possa ser o candidato do partido a presidência da república. 

 

...Pensamento....Os jóvens respeitam muito as diversidades e isso é muito bom. Eles acabaram ensinando novas gerações a respeito disso, sobre o respeito a diversidade. Diversidade de orientação sexual, diversidade de raça, de religião. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém por suas escolhas em relação a todas essas possibilidades e todas essas diversidades. Eu acho que o mesmo deve se fazer na política, ninguém é melhor ou pior do que ninguém por conta da sua ideologia política. Se você é de esquerda, se você é de direita, o que eu vejo nesse horizonte, é que essa campanha eleitoral não será uma campanha de bom nível, e isso pode acabar afastando os jovens da política. Só através da boa política que nós vamos construir um estado e um país melhor. Por isso peço aos nossos jovens que nos ajudem numa grande campanha de respeito a diversidade política, onde cada um pode ter sua opinião, seus ideais, mas ninguém é melhor que ninguém por conta disso. Então, respeito! Essa é a palavra principal que eu acredito que a gente deva implementar nas próximas eleições.” Felício Ramuth

 

 

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